A utilização de objectos de elevado valor estético ou simbólico como adorno corporal sempre teve grande importância para as sociedades humanas ao longo da pré-história. Na maioria das vezes não sabemos se foram usados como forma de diferenciação social, como amuleto ou apenas pelo seu valor estético. 

A partir do Paleolítico Superior o uso destes objectos aumenta exponencialmente, surgindo novas técnicas de criação de adornos. Novas ferramentas como os buris, raspadores e punções permitiram a produção de novos objectos como pingentes e colares. Por norma, estes objetos são feitos de conchas, de dentes, ossos, marfim, perfurados e gravados com figuras geométricas, de animais ou vegetais. As comunidades aumentam o raio de suas incursões em busca de novos materiais como o âmbar, o cristal de rocha, o coral, o jade ou outras pedras de cores vivas.

A partir do neolítico  com o surgimento das técnicas de polimento de pedra começam a surgir peças ainda mais complexas como os anéis e as braceletes. Também o ouro e o cobre começaram a ser martelados, muito antes da descoberta da fundição, e usados como elementos de objectos de adorno cada vez mais complexos.