Embora o seu significado permaneça em grande parte um enigma, os objectos considerados votivos são, por norma, de uma beleza e atractividade excepcionais e sem uma aplicabilidade prática aparente. Para os períodos sem escrita, estes são os "documentos" disponíveis à arqueologia que permitem sugerir pistas, não apenas sobre a sua economia, tecnologia e estética, mas também sobre as ideias e crenças das sociedades que os criaram.

Neste contexto, as placas de xisto e os ídolos oculados, são objectos de grande riqueza artística e simbólica, típicos do Neolítico Final e Idade do Cobre na Península Ibérica. Em ambos os casos, as peças são profusamente decoradas com padrões geométricos e antropomórficos. No caso das placas de xisto, as perfurações sugerem que pudessem mesmo ser usadas como elementos de colar.

 

Este aspecto levou bastantes arqueólogos a sugerir que representariam uma divindade neolítica mas estudos mais recentes sugerem também que os padrões possam ter servido para representar a linhagem familiar do proprietário.

 

As nossas reproduções são de placas de xisto provenientes de monumentos do sul de Portugal e Espanha - o seu território por excelência. Procuramos fontes naturais de xisto cuja pedra se aproxime o máximo possível da qualidade utilizada na pré-história e utilizamos estiletes com uma ponta de silex para a gravação.